sexta-feira, 27 de julho de 2007

Vale a pena ler de novo

Com aquela história de ter o blog censurado pelo Ministério Público, muitos posts foram perdidos, apagados da história virtual. Muitos leitores pedem que eu republique alguns textos, mas sinceramente eu nunca tinha pensado num formato legal para isso.

Em paralelo, o pessoal do blog Chamberlaws me convidou para escrever alguns textos para eles. E-mail vai, E-mail vem, combinamos então utlizar esse espaço para republicar alguns textos antigos.

O primeiro texto que eu selecionei foi do Chope Corporativo já que tinha haver com o meu último post.

O próximo com certeza será do Churrasco em Búzios que eu acho que é um dos mais lembrados pelos leitores. Mas eu aviso por aqui.

terça-feira, 24 de julho de 2007

Ai, se eles me pegam agora





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Para ser bem sincero, não é o meu tipo de lugar. Primeiro que não é um bar, apesar de enganar bem pelo visual e pelo chope bem gelado e bem tirado. Depois, por ficar no coração do Jardim Botânico, ou seja, lugar de pessoal com bufunfa. De qualquer forma, aceitei ir nessa pizzaria chique para alegar o pessoal do trabalho.

Já escrevi uma vez sobre isso. Chope corporativo não é muito meu forte. Eles são tão óbvios. Era aniversário de fulaninha que trabalha no financeiro. Tudo bem, vamos lá fazer uma média, aumentar a minha rede de relacionamentos e essas coisas que a revista Você S/A recomenda o tempo todo.

Assim como existem pessoas que gostam de cachorros, pessoas que gostam de gatos e solteironas que possuem os dois e mais um papagaio, existem as pessoas que gostam de pizza, pessoas que gostam de sanduíche e gordos inveterados que comem tudo e ainda rebatem uma feijoada. Bem, eu sou uma pessoa de cachorros e sanduíches, apesar de saber que não dá certo misturar os dois. O gosto é bom porém um sanduíche de cachorro pode ter muito pêlo.

Fato é que não me empolguei muito com a pizza e parti pro chope. Isso também não é muito recomendado pela revista Você S/A. Dizem que você deve ser comportar bem nesse tipo de evento. Eu prefiro ser autêntico. Ô garçom, desce mais um aqui pro seu camarada. E vamos lá. Em menos de uma hora, eu já era o cara mais falante da mesa. E pode descer mais um, meu amigo.

O papinho estava monótono. Mais uma vez aquele velho assunto de trabalho. E eles estavam ferrenhos. Tentei puxar assuntos mais interessantes, como o vídeo no You Tube ensinando a fazer sexo anal, mas não rendeu muito. Eles estavam empolgados em falar de trabalho. Nisso, me retrai e comecei a saborear uma bebedeira solitária.

Eu não sei quando deu essa vontade de mijar. Se fosse arriscar um palpite, diria que foi alguma coisa entre sétimo e o nono chope. Com certeza eu teria ido no quinto se soubesse o quanto longe era o banheiro.

Cheguei ao banheiro e me surpreendi. Lugar estranho. Rolava uma parte que era com céu aberto, umas cadeiras, uma mesa e um cinzeiro. Fiquei imaginando que tipo de sujeito estranho se senta ali para fumar um cigarro e ficar manjando as rolas. Se ainda fosse no banheiro feminino, eu entenderia. Mulher gosta de fofocar no banheiro e tudo mais. Que se foda. Segui pro mictório e comecei.

Não demorou muito e um malandro parou no mictório do meu lado. Isso é irritante. O banheiro todo vazio e o desgraçado para logo no vizinho. Devia ter um banheiro separados só pros manjas. Aposto que deve ter sido idéia desse desgraçado o lance das cadeiras no banheiro. Não pude me conter. Tive que dá uma sacada pra ver a cara do sujeito e quando viro me deparo com Chico Buarque.

Pois é, não era um malandro e sim o malandro. Odeio decepcionar os fãs de uma boa MPB, mas Chico Buarque é manja rola. Brincadeira, não vou sacanear assim o Chico. Certamente deve ter sido um deslize. Mas eu fiquei postado, sem raciocínio, com o meu caro amigo na mão. E Chico Buarque ali, ao meu lado, com seu cálice desejado por muitas mulheres no mundo todo. E foi nesse momento que eu comecei a me perguntar se eu deveria ter a minha primeira experiência homossexual.

Eu sou um beberrão. Um alcoólatra. Um perdido. Bebi em vários tipos de bares e mijei nos mais diferentes tipos de banheiro. Devo conhecer, por baixo, mais de duzentos banheiros diferentes no Estado do Rio de Janeiro. Posso confessar, às vezes acontece de você ver uma rola uma vez ou outra sem querer. Tu entras no banheiro e às vezes tem um filho da puta quase na pia e com a mangueira na mão. Infelizmente acontece. Fora isso, tinha o banho da educação física no colégio. Uma porrada de homem tomando banho em um vestiário minúsculo. Acontecia de você acabar vendo uma banana ou outra. Teve também a vez que eu fui me alistar. O sargento fechou a sala e mandou mais de 40 malucos baixarem as calças juntos. Você acaba vendo, mesmo sem querer.

Mas naquele banheiro, eu com meu guri na mão e Chico ao meu lado com seu zepelim prateado pra fora foi a primeira vez que eu tive vontade de dar uma manjada. Não era uma rola qualquer, era uma rola que havia sido exilada durante o regime militar. E se a ditadura ficou com tanto medo daquela pica que a isolou na Europa, devia ser uma senhora rola. Por outro lado, olhar para um mastro assim, de forma consciente é uma experiência homossexual. Sem sombra de dúvidas. Macho que é macho não anda por ai manjando picas em banheiro, por mais genial que a pica seja.

Então, estava eu lá com o meu profeta embriagado na mão e Chico com seu poeta delirante ao lado. Eu falava comigo mesmo sobre aquela vontade de manjar o Chico: “Vai passar! Vai passar!”. Se fosse Caetano, eu dispensava na mesma hora. Se fosse Gil, eu esconderia para ele não me palmear. Chico era tentador. Rezava para que o Pai afastasse de mim aquela vontade.

Mas era Chico Buarque. Na época da faculdade, você nem podia ir a certas festinhas se não soubesse pelo menos umas dez músicas do Chico de cor. Quantas maconheiras eu não comi citando Chico Buarque? Quantas vezes eu não cantei bêbado, junto com tudo que é nego torto, “Apesar de você”? Eu devia aquela manjada ao Chico.

Pois é, não resisti. Coloquei o meu prefeito de joelhos e fui olhar o bispo de olhos vermelhos do Chico. E digo mais, manjei daquela vez como se fosse à última. E espero que seja. Comecei com uma olhadela um pouco tímida, mas depois parti para aquela secada de respeito. Ora bolas, se eu tivesse escrito “A Opera do Malandro” eu também iria querer que os outros me manjassem na rua. Na verdade, iria mostrar a minha rola paratodos, dar uma, duas, três piruetas e ainda ia exigir que todo mundo gritasse “Bravo! Bravo!”.

Estava eu segurando o Vic e Chico segurando o Buarque. Posso definir aquela nossa situação com o nome de uma música do Chico: Trocando em miúdos. Nada de especial. Confesso que é uma rola cansada. E não poderia ser diferente. Marieta colou nela como se fosse tatuagem durante anos. Fora os quebretes que Chico deve ter dado por ai em suas andanças pelo mundo quando estava na flor da idade. Em fim, eu sei que não existem pecados ao sul do Equador e não me arrependo pela manjada, mas confesso que não repetiria a dose.

Finalmente dei aquela balançada e saí. Senti que Chico ficou um pouco arisco com aquela manjada. Ele veio até a pia logo depois de mim. Pensei em perguntar se ele era fã de Toquinho, sabe como é, para quebrar o gelo. Mas desisti. E quando fomos disputar o papel toalha foi que rolou o momento “Olhos nos olhos”. E que olhos! Realmente um homem com aquele talento musical e com aqueles olhos verdes, não poderia ter uma grande tropicália. Seria injusto com os meros mortais. Chico foi simpático, me mandou um sorriso. Eu ri de volta e não consegui falar muito coisa além de:

- Roubei todos os seus discos do meu pai.

- Ele deve ter ficado chateado.

- Mas valeu a pena.

- Obrigado.

E partiu. A banda passou e eu fiquei. Sentei na cadeira dos manjas rolas e fumei um cigarro. Não foi uma atitude inteligente, mas não é todo dia que você manja o Chico Buarque e devo confessar uma coisa a vocês. São desses pequenos, minúsculos, efêmeros momentos que a vida é feita. Tenham certeza disso.

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quarta-feira, 11 de julho de 2007

O homem e sua libido

Dizem que um homem pode conseguir todas as bundas por aí, mas nunca encontrará nelas a felicidade de um verdadeiro amor. Como eu já desisti de encontrar a felicidade, partir atrás de uns traseiros nesse churrasco abonado na Barra da Tijuca.

Assis, meu amigo pegador, foi quem descolou esse lance universitário. Fiz pinta de intelectual de meia idade ao me misturar com aquelas pessoas que eram íntimos de Marx, apreciavam um bom Chico, não dispensavam um bom carteado, mas o que gostam mesmo é de uma clássica bebedeira.

Sempre que estou com universitários e jogos de carta, eu me dou bem. Geralmente são pessoas com boa informação e bastante tempo disponível, ou seja, intelectuais ou vagabundos em potencial. Porém, eles nunca conseguem se sair muito bem em nenhuma das duas coisas. Eu, pelo menos, me dediquei de corpo e alma na arte da vagabundagem.

Eu estava tomando um uísque barato e levando numa boa todas aquelas rodadas de sueca. Muita gente não saca, mas o lance de qualquer carteado é saber contar e fazer muito bem o macete de acelerar ou reduzir a velocidade do jogo. No caso da Sueca é só saber contar até dez e dá umas bagunçadas na rodada do destrunfe. Coisa de criança.

Mas vocês não estão aqui para ter aulas de sueca e muito menos eu estava a fim de perder o meu tempo com jogo, desde o momento que aquela loirinha de óculos quadrados entrou na rodinha de carteado. Fiquei nervoso. Mandei para o Assis o velho olhar de homem no cio - sacam aquela apertada no olho safada? – e ele deu carta branca para ir em frente. Não que eu fosse me importar se ela estava acompanhada com a segunda dose daquela droga de uísque na cabeça, mas é sempre bom ter um apoio.

Decidi acabar de forma rápida o jogo e partir para as loiras. A Skol gelada e a dos óculos engraçados. Chamei pra perto do isopor, onde eu poderia controlar o nosso nível alcoólico e ainda olhar algum outro plano B caso tomasse um toco. Realmente não estou melhor da minha fase de pegador e as minhas frases geniais não estão saindo tão bem quanto há um tempo atrás. Talvez a velhice esteja me alcançando ou estou sendo ultrapassado por essa nova geração do “cala boca e beija logo”. Logo eu, que sempre tive o timming certo para finalizar uma pegação. Mas parece que o GAP entre o papo furado e o beijo vem diminuindo com o tempo.

Antigamente, eu me garantia muito bem com a técnica dos quatros tempos. Primeiro eu entrava no papo de onde ela morava, passava rapidamente para o papo do que ela fazia da vida e quando ela estava se empolgando com o papinho de emprego/estudo eu chagava no terceiro tempo apontando o cara mais aviadado da festa e perguntava: “não vai me dizer que você veio com aquele cara?”. Ela sempre ria e dizia que não e entravamos no quarto tempo com a clássica frase “então você veio aqui pra conhecer um homem de verdade”.

Putz, tenta fazer isso hoje em dia. O que reina é a técnica do ½ tempo. Essas drogas de micaretas. Acabaram com toda arte do romantismo das cantadas pré-programadas.

De qualquer forma, acho que a loira percebeu que eu estava um pouco nervoso. E entrou numa verve errada de querer ser a minha “guia espiritual”.

- Você me parece um pouco vacilante nas suas palavras, Vic.

- É. Eu fico um pouco assim perto de alguém mais inteligente do que eu. – Esse é a velha escapatória: quando não souber o que dizer, elogie. Quando souber, elogie mais ainda.

- Que isso. Você não precisa se diminuir assim.

- Eu não estou me diminuindo. É verdade; O que é bom. Hoje você conversa com essas meninas por aí e é só “blá, blá, blá”.....

- Nada. Você está se sinto menor, só porque não desenvolveu a sua inteligência emocional assim como eu.

- Pois é, eu bem que reparei que você – eu estava pronto pra encaixar mais alguma babaquice quando parei – O que você disse?

- Inteligência emocional, saca? Você tem que tentar estar em harmonia com o ambiente e com as coisas para poder tirar o melhor de qualquer situação.

- Ah sim....

- Por exemplo, esse churrasco. É uma avalanche de sentimentos exacerbados. Uns estão muito felizes, outros estão muito triste e a maioria esta realmente muito frustrada com suas vidas e seus sonhos. Você tem que estar acima disso tudo. Mais equilibrado do que o ambiente.

- E como você faz isso? Lendo as áureas das pessoas? – falei de forma sarcástica e para a minha surpresa:

- Sim. Com a pratica você começa a perceber. – bem, já estava na hora de começar a encaixar as piadas já que a pegação estava indo para cucuia.

- E o que eu tenho que fumar para isso?

- Você só será um bom observador da alma se for um bom observador do corpo.

- Eu adoraria observar p seu corpo mais de perto.

- O homem e sua libido. Quando você aprender a controlar todas as suas emoções, você se tornará uma pessoa melhor.

- E poderei tirar o melhor de qualquer situação?

- Exatamente. – loira maluca. Certamente o Assis sabia em que furada eu estava me metendo e mandou eu ir em frente de sacanagem.

- E como você esta tirando o melhor dessa situação?

- É tão óbvio. Eu estou lhe transformando em uma pessoa melhor. E depois que eu conseguir, você também terá o poder de transmutar as pessoas.

- Você só pode estar de sacanagem....

- Nada. Imaginei que você, por ser mais velho do que a maioria aqui, teria uma mente mais aberta. Você é aquilo que você dá para o mundo.

- Uma vez eu li que eu era aquilo que eu comia.

- É verdade também.

- Então, hoje eu sei o que eu não serei.

- O que?

- Você.

Peguei mais uma lata e parti para o outro lado do churrasco. Estava em busca do Assis. Não precisava um cara pegador como ele me sabotar dessa maneira. Me fez lembrar a porra do Ano Novo quando fiquei metendo uns papos de astrologia pra pegar uma hippie.

- E ai, Assis?

- Tá no papo?

- Tu só pode estar de sacanagem. Você me manda a presidenta da Sociedade Alternativa. Eu queria pegar uma mulher e não virar um hari krishna.

- Não, Vic, você entendeu tudo errado. Você a dispensou?

- Claro. Daqui a pouco a mulher estava lendo a minha mão.

- Putz, tu não sacou a da mulher. Se você continuar dando trela, ela sempre acaba te pegando. Você não precisa fazer nada.

- O que?

- É. Sei lá. Ela é maluca assim mesmo. Mas é uma maluca gostosa, o que é uma coisa muito boa. Ela é gente boa. E o melhor, tem um piercing na língua. Você nunca recebeu um beijo igual. – putz, fiquei bolado. Piercing na língua é uma das melhoras invenções desse mundo desde o Jack Daniel’s.

- Você está de sacanagem. Conversei com ela um tempão e não vi nada.

- Tô falando a verdade, Vic.

- Agora eu já fudi com tudo.

- Nada. Volta lá e continua com o papo.

- E o que eu vou fazer? Levar uma tabua de ouija para me desculpar?

- Sei lá o que você vai fazer. Fala que caiu de um disco voador, que viu nas cartas de Tarot que estava na hora de vocês tomarem outra juntos, qualquer coisa.

- Puta que pariu.

Fiz a minha viagem astral até o outro lado do churrasco mas não encontrei a maluca. Deve ter desencarnado ou algo parecido, porque dei uma bela procurada e não encontrei mais. Voltei para o que eu sabia fazer bem, a mesa de carteado. Peguei outro uísque para dar uma amaciada no estômago e tentei não me importar.

Mas não conseguia. Fiquei em desequilíbrio com o ambiente. Essas coisas de quem é burro emocionalmente. Não conseguia me concentrar em nenhuma outra mulher ou outro papo. Na minha mente eu só pensava na porra do piercing na língua. Comecei a perder nas cartas, mas nem isso me empolgava. No final, só me restou a bebedeira.

Só vi a maluca quando já havia escurecido. Tinha reaparecido na festa com um outro doido. A história que o pessoal estava contando é que eles tinham saído para comprar cigarro e demoraram umas três horas. Aquele era um cara que sabia tirar o melhor de qualquer situação. Uma ou duas cervejas depois, eu e Assis fomos embora. Fui até ela para me despedir. Talvez arriscar um telefone. Mas quando eu cheguei pra falar, o maluco chegou junto. Mandei uma careta e ela me mandou outra. E juro a vocês que foi a primeira vez que eu fiquei excitado só de ver um pedacinho minúsculo de metal. Pois é, o homem e sua libido.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Vic e Jim Morrison

Valeu mesmo. A recepção do vídeo foi muito melhor do que eu esperava. De um lado, o pessoal apoiando, dando força , “jogando confete” e o cacete. Do outro, o pessoal olhando as qualidades técnicas da gravação e dos atores. Antes de qualquer comentário meu, eu só tenho a dizer: do cacete. Não esperava menos de vocês.

Dito isso, vamos as explicações – que não são justificativas, são apenas explicações. Pois é, eu sei que o vídeo é pobre. Mas ele foi feito pobre. E o próximo vai ser pobre igual e etc... Por que? Porque como eu expliquei esses são os mini-curtas que vão anteceder o pequeno grande curta. E esse vídeo era pra ser exatamente como saiu. Bem simples, sem sacanagens, sem nenhuma novidade. Apenas o meu texto em vídeo. Ponto final. E como eu conversei com os Claudios. Um vídeo como a vida real. Uma conversa. Um dialogo.

Eu adorei tudo. Me amarrei no vídeo. Me amarre nos elogios e me amarrei nas criticas. Tomei um chopp – de graça – com os Claudios ontem e falei isso. O som está uma merda? Sim... está uma merda... e todos nós sabíamos disso antes de lançar o vídeo. Por que o som está uma merda? Porque não temos dinheiro de alugar o microfone apropriado para gravar esse tipo de vídeo. Foi tudo na boa vontade. Algumas pessoas entenderam que a parada foi gravada assim e relevaram, outras exigem uma boa qualidade – e estão certas de exigirem isso, por toda expectativa que eu criei – mas de um jeito ou de outro conseguiram ver um sonho se tornar realidade. E por mais que a qualidade do vídeo não seja o esperado, todo mundo aqui fez parte – e esta fazendo – parte dessa história. E só isso é bem legal.

Eu garanto que a qualidade do “Fazendo as Regras” está infinitamente melhor que esse pequeno vídeo. Porque a nossa idéia era exatamente essa. Fazer um pequeno filme com toda a qualidade que conseguirmos com nossos modestos recursos e fazer vários outros filmes com os recursos que tínhamos em mãos. Então, esse Jim Morrison e todos os outros mini-curtas que vocês verão serão isso ai, uma câmera na mão e uma idéia na cabeça. E o Fazendo as Regras será a nossa grande super produção que custou onerosos R$400,00 para ser produzido.

A única coisa que eu fiquei chateado foram as críticas fortes sobre o “Vic”. Eu sei que ele é o protagonista e por isso ele sempre vai estar no olho do furacão mas acho que ninguém, antes de olhar o vídeo, pensou em uma simples coisa. O Vic é o personagem mais complicado de se fazer. Cada um me imagina de uma forma. Cada um tem a sua imagem de mim. Até eu mesmo, quando releio meus textos antigos penso, porra eu era muito mais maneiro antigamente. É normal. E ao ver um Vic tão natural, todos podem ter uma decepção. Eu gostei pra caralho, mas porra, é o meu texto e por isso que eu gostei pra caralho. Eu sei que tem gente que gostou da mesma forma que eu. E sei que tem gente que esperava mais. Só peço pra esse pessoal, observar o trabalho do Raphael e de toda a equipe sobre uma outra ótica: uma galera que acreditou em um sonho e se juntou pra transformar aqueles textos em realidade. Só isso. Nada mais do que isso.

Apesar do filme maior ter custado uns R$400 em equipamento e tudo mais, fora o resto da galera toda trabalhou de graça pra realizar isso tudo, esses outros vídeos foram feitos para complementar todo esse projeto. Esses pequenos vídeos se tornaram verdade porque estamos realmente empolgados em trazer o máximo do blog para vídeo. Para colocar movimento em várias passagens da minha vida. Só isso. Esses pequenos vídeos não tem nenhuma pretensão de serem excelentes, mas apenas complementar um trabalho que toda uma equipe está unida e querendo realizar.

Mesmo assim, volto a repetir, todos vocês foram perfeitos. Nas críticas e nos elogios, eu e os Claudios estamos muito satisfeitos com todos os comentários e obrigado por estarem nos ajudando a fazer um bom trabalho.

E prometo que no próximo post eu volto com a programação normal. (até porque tenho muito a contar).

Abraços