terça-feira, 9 de outubro de 2007

Está chegando a hora!

Está quase pronto. Depois de tanto trabalho, agora só faltam alguns pequenos ajustes técnicos para o DVD do "Fazendo as Regras" se tornar uma realidade.

Já passaram meses desde que toda essa história começou e confesso a vocês que estou muito ansioso para saber o que todos vão achar desse grande pequeno projeto que me ocupou por boa parte desse ano.

Eu já vi o filme umas 40 vezes e a cada vez que eu vejo eu só tenho um pensamento: tomara que isso me ajude a comer muitas e muitas irmãs dos outros. Esse raciocínio me levou a outro: A Dani - a verdadeira - não deve saber que eu escrevi sobre nossa transa. Muito menos que isso virou filme. Não é algo surreal? Estou muito tentado de quando estiver com o DVD em mãos arriscar um telefonema e um convite para uma Premier. Se tudo correr bem, isso já é um belo roteiro para uma continuação....

Uma coisa me incomoda um pouco nesse filme. Ele não tem "Tag Line". Sabe qual é? Aquela frase babaca que complementa o nome imbecil do filme. Por exemplo: Vamos Nessa - A vida começa as três da manhã. Ou Rocky - O Lutador ou Elas Fazem Anal 4 - Só Rabão. Eu sugeri aos Claudios: Fazendo as Regras - Porque o Viciado Carioca rules. Mas acho que eles não gostaram muito do meu egocentrismo. Então, se alguém tiver alguma sugestão....

É isso. Enquanto o DVD não chega, fiquem com o poster:


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Se o barato sai caro, imagina o de graça...

Está publicado no Chamberlaws o texto "Se o barato sai caro, imagina o de graça". Postado originalmente em 08/09/05 é o relato de uma festa anos 80 bem ruim que eu fui no feriado de Sete de Setembro daquele ano.

Curiosidades:

1 - Muito pouco mudou para os "artistas" dos anos 80 nesses dois anos. Eles continuam falidos e tentando de todas as maneiras arrumar um troco em festas bregas desse nipe.

2 - Na época, a grande catástrofe da moda era a devastação de Nova Orleans na qual eu espero que tenha morrido Anne Rice e todos os seus vampiros homossexuais.

3 - João Mariano ainda me colocou em várias furadas depois dessa pelo simples fato de eu nunca conseguir dizer não para qualquer evento 0800.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Quarteto Fantástico

Depois de muito tempo me esquivando, decidi sair outra vez com a Marta. É a velha história, você pega um pouco de solidão, desespero e um sexo fácil e esses relacionamentos fracassados ganham uma sobrevida. Mas é a vida. Quando eu comecei a notar que não tinha nada de interessante para fazer no sábado pensei que um pouco de ação não faria mal.

Ela topou e eu cometi o primeiro erro de quando você saí com essas mulheres desesperadas. Dei o meu endereço. Ela me buscou e partimos para Botafogo beber. Maldita Botafogo, como eu te amo e sinto saudades.

Eu não tinha muito papo interessante. Ficamos conversando sobre trabalho e nos beijando. Na altura do terceiro chope eu realmente estava começando a me arrepender daquele ato de desespero. Geralmente, eu embebedo as mulheres para rolar um sexo, mas quando percebi, eu estava me embebedando para levar Marta para cama.

- Por que você não me ligou antes, Vic? Eu sabia que tinha rolado alguma coisa a mais entre a gente. – Eu olhava para aqueles olhos desesperados meio com pena. Eu não quero magoar a pequena e carente Marta. Se isso continuar, alguém vai se machucar e tenho quase certa que não sou eu.

- Sabe como é Marta. Fazendo uma coisa ali e outra aqui. Não devemos acelerar um carro que a gente não sabe em qual estrada ele está. – Sempre recorro a um diálogo Mestre Yoda quando quero dizer a uma pessoa algo que ela não quer ouvir.

- Vocês homens nunca querem se amarrar. Deixa rolar. Me diz uma coisa que está me deixando muito curiosa. – Ela falou masturbando o copo de chope e eu me lembrei da última vez que tinha visto isso como eu a achei desesperada por sexo. E lembro da maneira desesperada que transamos. E comecei a ficar de pau duro. Para falar a verdade, se não fosse à falta de papo, até rolava de sair com a Marta mais alguma vezes.

- Manda.

- Você escreveu algum conto erótico sobre nossa noite juntos? – Dessa vez foi ela que me pegou. Por essa não esperava. Eu tinha que ter bolado algum texto maneiro e sacado agora. Ia deixar a mulher louca. Bem, tecnicamente eu escrevi sobre o nosso encontro, então decidi fazer um charminho para apimentar a noite.

- Eu fico sem graça de responder.... –

- Fica sem graça porque a resposta é sim? – Eu simplesmente balancei a cabeça e ela bateu as mãos de maneira empolgada e me deu um beijo. Depois disso pegou a bolsa e voltou a falar:

- Eu tenho uma surpresa para você. – E ela começou a procurar na bolsa alguma coisa que eu torcia que fosse um KY. E antes dela puxar, eu tomo um tapa nas costas:

- Primão! – E olho para trás e reconheço meu primo Bruno, o mongol, com a sua namorada bizarra de gostosa e com cara de vagabunda.

- Grande Bruno!

- Lembra da Mônica? – A mulher que eu fiquei me martirizando de ligar ou não e decidir poupa-lo de um par de chifres? Essas coisas não dão para esquecer.

- Como eu iria esquecer? Tudo bem, meu amor?

- Olá. Você nem ligou para gente, né? – E ela me dá dois beijinhos tão perto da boca como da primeira vez. Simplesmente gostosa. O tamanho da bunda dessa mulher é algo tão indescritível que nem Stephen Hawking conseguiria calcular. Então, olhei para a Marta e me perguntei como o meu primo mongol descola uma mulher como aquela e eu... bem...

- Essa é uma amiga minha, Marta. Esse aqui é o meu primo Bruno. – Então todos eles se apresentaram e trocaram beijinhos e mais rápido que eu pudesse falar “A inveja é a arma dos incompetentes” estávamos nós quatro sentados na mesa e bebendo chope.

Eu olhava aquela mesa surreal e me beliscava para ver se eu não estava fumado. Era como ver uma Jam com Ozzy Osbourne, Whitney Houston, Britney Spears e Jon Secada. E eu pensado que eu simplesmente iria tomar uns chopes e morder um morcego mais tarde.

- Você nem vai acreditar, Marta, mas eles se conheceram na internet.

- É verdade? Que legal! Os caras que eu conheci na internet eram todos umas bestas! – Eu achei incrível o poder da internet já que a Marta conseguiu encontrar gente mais insossa que ela.

- Pois é. A maioria acha que vai te levar para cama só porque trocou meia dúzia de e-mails com você. – Eu também achei incrível uma menina com aquela cara esperar mais de seis e-mail para ir pra cama com alguém.

- Então me diz aí. Quer dizer que meu primo teve que esperar até o décimo e-mail? – e eles riram. E ele respondeu o que não precisava de resposta:

- Com a gente rolou uma coisa mais profunda.

- Então você vai casar virgem? – E todos voltaram a rir e ele parou de falar merda. Eu ficava olhando mais para Mônica do que para Marta. Para variar, ela retribuía meus olhares. Eu tenho certeza que com um pouco de investimento eu pegaria a mulher do meu primo. Isso é classificado como algum tipo de incesto ou é simplesmente canalhice?

- E ai, Primo? O que tem feito? – Geralmente esse é o papo de gente sem assunto. Querem introduzir alguma conversa chata sobre trabalho e coisas do tipo. Para mim, era o trampolim perfeito para deixar a minha Jam mais interessante.

- Estou tentando terminar o meu livro de contos eróticos. – E dei um sorriso sacana no final da frase. Bruno arregalou os olhos, Marta esticou as sobrancelhas e a Mônica Spears deu uma risada nervosa.

- O que vocês estão rindo? É sério. Estou fazendo uma coletânea de contos eróticos juntando experiências minhas, de amigos, de conhecidos e alguma criatividade. Se vocês tiverem alguma história interessante, por favor me ajudem. –

- E você tem alguma história para nos contar? – perguntou Mônica. Nem me dei o trabalho de responder, minha amiga Marta ficou encarregada da propaganda.

- Quem, o Vic? Ele tem cada história, minha amiga, que você vai ficar boquiaberta. – Eu sinceramente gostaria que ela ficasse boquiaberta com qualquer uma das duas bocas. Se eu fosse mais inocente e estivesse em Minas Gerais tentaria jogar meu primo para fora e executar o “Plano Perfeito”. Mas como estava na vida real a única coisa que eu poderia fazer é ficar jogando mais lenha naquele papo e viver a minha fantasia sexual dentro da minha cabeça.

- Nossa, agora eu fiquei curiosa.

- Pode deixar que quando o livro ficar pronto você vai poder matar a sua curiosidade. E anota meu e-mail caso você tenha algum conto safado de alguma amiga sua. Você sabe, né. As mulheres no banheiro sempre trocam histórias que até Calígula duvida.

- Pode deixar. E por falar em ir ao banheiro eu vou até lá. – Disse Mônica e é claro que Marta foi junta. Ficamos eu e meu primo mongol. Ele me contou sobre seu trabalho, sobre seu laptop, sobre a importância do “open source” na informática e nada de me dar detalhes sobre a sua namorada. Eu ficava bebendo, balançando a cabeça e imaginando como aquele cara lidava com aquilo tudo na cama. No mínimo ele fazia alguma coisa bem estranha que a vagaba se amarrava. Podia apostar que era chuva de prata.

- Mas vem cá, Bruno. Você e a Mônica? Estão firmeza mesmo?

- Sei lá, cara.- deu de ombros e continuou -. Olha bem pra ela. É muita coisa para mim. As vezes eu acho que a única coisa que faz ela estar comigo é que ela ficou com muito homem canalha a vida toda e sabe que eu sou um cara direito e tal. – Nossa. Até que ele não era tão mongol. Me deu pena do meu primo e mais uma vez eu me senti o maior dos canalhas. O cara realmente gostava da mulher e sabia que mesmo depois de mais de um ano de relacionamento estava pisando em ovos. Nada me tirava na cabeça que ele já tinha, era ou ainda seria cornudo. Talvez se eu entrasse no circuito só ajudaria a abrir os olhos do rapaz. Mas tem gente que é feliz com um par de chifres na cabeça e eu acho que o Bruno é um desses. Talvez ele tenha pego algum furo dela, mas depois olhou bem para aquela bunda e percebeu que não seria fácil conseguir algo da mesma qualidade no mercado e fez vistas grossas. Como dizem por aí, é melhor dividir um filé com a rapaziada....

Elas voltaram e depois que o assunto sexual morreu, parecia que mais nada inteligente sairia dali. Mesmo com a consciência pesada e me dizendo que não daria mais nenhum passo para pegar a namorada do meu primo, continuei paquerando a menina. Afinal, olhar não faz mal a ninguém. Entre papos de novela e televisão em geral eu encaixava uma ou outra história bizarra que tinha acontecido na noite comigo ou com uma dos meus amigos. Só para alegrar o ambiente. A cada risada da Mônica e da Marta eu não conseguia tirar da minha cabeça a idéia sexual de levar as duas para um motel. Do sétimo chope em diante eu só falava com elas imaginando as duas nuas. Toda vez que eu ia no banheiro, me olhava no espelho e reafirmava que eu era um grande filho da puta. Só para não perder o costume.

Finalmente, depois do décimo segundo Marta pediu a conta. Eu nem reclamei. Sabia que não iria sair nenhum coelho da cartola, mas só de viver aquela áurea sexual, aquele sexo verbal, já me deixava contente e como eu estava bem animado, quem iria sair ganhando com aquilo tudo era Marta com um desempenho digno de registro. Tive a certeza que Mônica me beijava pelo canto do lábio na hora de ir embora. Coisa de vagaba mesmo. Aquela mulher me deixava louco. Eles foram embora e eu dei uma bela olhada naquele traseiro. Para registro.

No carro, Marta, que pode ser sem assunto, mas não é boba, soltou:

- Aquela namorada do seu primo estava bem te dando mole. – Eu fumava meu cigarro, distraído e olhando pela janela. Não queria continuar um papo que não iria me levar a nenhum lugar confortável.

- Não fica assim. Não é privilégio meu. Ela dá mole para muitos e muitos caras.

- Mas você gostou da brincadeira. – dizia ela dirigindo. Então, peguei em suas pernas e subi levemente dizendo:

- Eu só estava deixando ela me aquecer para você, baby. – Ela sorriu, mandou uma piscadela e mandou:

- Abre a minha bolsa e vê o que eu trouxe para gente. – E como qualquer pervertido que se preze peguei a bolsa procurando o tubo de KY e dei de cara com uma bela coleção de calcinhas minúsculas.

- Você está fodida hoje, Marta. Bem fodida, aliás. – E só lamentei a ausência de conteúdo da minha pequena, carente e safada Marta. Talvez eu compre alguns livros e filmes para ela enquanto aguardo pacientemente um e-mail safado da Britney Spears.