quinta-feira, 26 de junho de 2008

Enquanto o Ronaldinho comia os travecos...

Eu não acredito em bloqueio criativo. Mas até ai, foda-se. Eu também não acredito que existem Judeus no espaço, mas quando eles invadirem essa merda e tornar o Juca Chaves o nosso líder, eu vou ter que calar a minha boca e cantar aquelas musiquetas babacas ao som de um banjo farrola. Mas fiquei um tempão sem escrever e isso é uma coisa que me incomoda.

Escrever para mim é a combustão para todas as outras coisas da vida. Quando fico sem escrever, as coisas vão piorando e só notei que precisava me forçar e escrever qualquer merda quando eu parei de ter sonhos eróticos. Isso é uma pena, porque uma das melhores coisas da vida, e isso eu posso dizer com a maior sinceridade, é acordar de pau duro.

Mas deixem o meu pau pra lá, porque afinal, depois de uns dois meses vocês não estão aqui para ler um texto enorme sobre a minha piroca. E não ter sonhos eróticos não é tão ruim assim, foda mesmo é você sair para comer umas putas, acabar com três travecos e depois ir ao Fantástico explicar que você não fez nada demais além de beijar na boca de um homem vestido de Spice Girl.

Agora que eu estou por aqui, e eu espero que vocês estejam aí, prometo tentar acertar alguns pontos em aberto. O primeiro é o final do post de extras, aquele que comemorava um ano dessa nova bagaça vermelha. O outro é publicar o capítulo de Maio e Junho do Ano I. Eu sei que já deve ter gente cortando os pulsos, pois já achavam que nunca saberiam o final da história. Podem guardar as navalhas, porque o Vic está de volta. Provavelmente o de Maio e Junho só venham em Julho, mas podem ficar tranqüilos que tudo seguirá o grande caminho torto escrito pelo todo Poderoso. Ele mesmo, o Menestrel do Brasil, do Mundo, do Universo e muito e muito além do espaço e tempo jamais imaginado por George Lucas, Amém.

O interessante nesse lance de bloqueio criativo, que eu não acredito mas é tão real quanto o cabaço perdido da Sandy, é que essa não foi a primeira vez que isso acontece. Lembro-me muito bem que uma vez, há mais de um ano, eu tinha todo um texto na minha cabeça sobre como era bom dirigir bêbado e no mesmo momento que eu batia as teclas aqui em casa, uns adolescentes bêbados bateram com o carro na Lagoa e todos foram para o outro lado mais cedo do que deveria. E daí eu fiquei pensando nas conseqüências que um imbecil como eu pode causar escrevendo sobre algo que eu realmente curto fazer, mas é tão perigoso quanto transar sem camisinha com uma menina que tem o apelido de Dani Boquete. Cheguei a conclusão que não eram muitas as conseqüências, mas mesmo assim resolvi não escrever. E na ocasião eu não escrevi por uns dois meses eu acho.

Eu já disse por aqui que nunca fui o papa das drogas. Não quero o posto de Marcelo D2 do pó. Digo e não canso de repetir que se drogar é uma merda. Que maconha faz o seu pau cair e a cocaína pode fazer o cú de alguém explodir e voar merda em cima de todos aqueles caras doidos de ácido ali no canto. É claro que os meus leitores que estão trincados não conseguem absorver porra nenhuma e só voltam aqui porque acham maior viagem um blog vermelho. Os que fumam uma erva, acham o máximo o que eu escrevo, mas não lembram de porra nenhuma no outro dia. Mas droga, eu não faço apologia ao foda-se e vice-versa.

Eu gostaria de poder fazer apologia de dirigir bêbado sem nenhuma conseqüência muito grave. E no final desse meu segundo grande bloqueio criativo, coisa que eu não acredito mas é tão real quanto a amizade bonita e fraterna entre Didi e Dedé, eu posso falar sem muitas conseqüências sobre como ERA bom dirigir bêbado. Pois é, agora com a lei de tolerância zero nenhuma alma humana brasileira vai conduzir um veículo quando estiver alcoolizado, pois essa porra aqui é uma espécie de França sulamericana e teremos guardas preparados, educados e equipados para fiscalizar essa merda toda. Eles ainda estão cagando e andando com os moleques malabaristas de sinal, com os assaltantes, estupradores, seqüestradores e o Álvaro Lins, mas tenta colocar uma geladeira da Skol no seu Uno Mille para você ver o que vai te acontecer, seu miliante.

Se eu pudesse escrever sobre esse meu fetiche, a primeira coisa que eu alertaria o leitor é que eu não gosto muito de correr. Sóbrio, minha velocidade máxima raramente chega a 100. Quando bebo e dirijo eu vou descendo sistematicamente em 10km/h a minha velocidade média, podendo chegar ao limite de 60Km/h o que é bem razoável.

Outra coisa, eu dirijo raramente, somente quando pego o carro do meu irmão emprestado, e quando o faço, é claro que eu não entro em orgias etílicas loucas. Bebo o padrão. O alegre sem ser chato.

Mas o que é tão fascinante assim em dirigir alcoolizado? Bem, se eu pudesse responder isso sem querer estimular ninguém a fazer o mesmo, eu diria que é o momento mais legal de se ouvir música. O carro do meu irmão não é nenhuma caixa de som ambulante como a da playboizada. Um som normal, com caixas normais. Mas eu acho que o carro, qualquer carro, tem uma acústica muito boa. Quando faço isso, sempre estou sozinho, e o carro te dá uma intimidade que você às vezes não tem em casa. Mesmo morando sozinho, você não pode aumentar o som durante a madrugada sem que um vizinho escroto mande você enfiar o seu The Doors no cú. E ainda tem um fator primordial nisso tudo. O movimento. Cantar uma música na frente do computador ou quando está deitado na sua cama não é a mesma coisa de ouvir uma música em movimento. A sensação de poder é totalmente diferente. O álcool entra nisso tudo só para você não se olhar no retrovisor e não se achar ridículo pensando que é o novo Morrison do pedaço.

Não existe sensação melhor do que cantar L.A Woman depois de 6 ou 7 chopes, dentro do seu carro. Bem, isso que eu escrevi ai em cima é uma grande mentira. É claro que existem várias sensações melhores. Até acordar de pau duro depois de um sonho erótico é melhor. Mas como eu falei antes, não vou ficar aqui escrevendo linhas e linhas sobre a minha piroca.

Um comentário:

  1. É bom mesmo... o que? Acordar de pau duro!
    Mas ñ vou ficar aqui comentando como meu pau é grande e o fato de eu nunca ter brochado na vida!

    Ñ concordo em dirigir bebado...
    É que tenho um problema com a definição de bebado! 6 chopps, para mim não me deixam bebu, mas com certeza me deixam aletrado, a ponto de dublar as músicas que ouço no rádio e tocar minha bateria imaginária dentro do meu carrinho!

    Bem o importante é que o Vic esta de volta e o fato de eu nunca ter broxado em 28 anos de vida!

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