quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Para quem gosta de desenhar quadrinhos

Uma madrugada chego em casa bêbado, abro o Twitter e descubro que alguns malucos estão fazendo uma história em quadrinhos coletiva durante a Campus Party. Já era tarde, mesmo assim resolvi arriscar escrevendo um roteiro e enviando por e-mail. Infelizmente eram quase seis da manhã e os desenhistas não são tão insones como os escritores.

Fiquei com essa história encalhada no meu computador. Hoje resolvi edita-la em formato de peça e coloca-la no blog. Se algum maluco estiver a fim de desenha-la, sinta-se a vontade. É um pouco diferente das coisas que eu constumo escrever, mas tá valendo. Entretenimento puro.


Tempos Modernos (Peça em 1 ato)


Cenário: Ala de um castelo, provavelmente na transilvânia.

Mote: Lorde Drak - vampiro clássico, com capa de cetin, sobrancelhas ameaçadoras. Quase um Don Drácula - convida seu servo vampiro, Leandro - Nerd típico. Gordinho, barbudo e camisa do Wolwerine - para jantar.

Legenda: LD = Lorde DraK LE = Leandro

Lorde DraK entra em cena balançando dramaticamente sua capa de cetim. Ele mostra seus dentes caninos e para no fim da escada enquanto Leandro Tecla no computador. Pela janela podemos ver a lua cheia.

Lorde DraK: Enfim, a noite! Vamos jovem Leandro, a noite já derramou seu manto negro sobre a cidade.

Ação: Leandro continua no computador por um tempo sem responder. Só escutamos o barulho das teclas sendo metralhadas. Depois do desconforto, ele diz:

Leandro: Desculpa, o que você falou Lorde DraK?

LD: Você pode largar esse computador enquanto eu falo com você?

LE: Foi mal, eu estava no Twitter.

LD: Está na hora. O sangue mortal nos aguarda!

LE: Ah...Hoje Não. Acho que vou ficar em casa.

LD (tom surpreso): Está recusando um convite de caçada para ficar em um chat com seus amigos?

LE: Não é chat, chefia. É Twitter.

LD (cara de quem peidou cheiroso): Pra mim é tudo a mesma coisa.

LE: Você diz isso porque é coroa.

LD: Você me chamou de que?

LE: Coroa. Você sabe. Velho, gagá, esclerosado, caduco, estagnado, parado, obsoleto, arruinado, desusado, antiquado.

LD (fazendo pose de mal): Como ousas desafiar o seu senhor?

LE: Senhor, não! Ancião! Meu camarada, você barrou o Raul Seixas! Você nasceu há mais de 1000 anos atrás!

LD: - Isso é ultrajante! Durante todos os meus anos de existência nunca presenciei tamanha afronta!

LE: Eu também não. Sabia que eu fiquei duas horas baixando o novo episódio de Lost e quando ele finalmente chegou era Fake?

LD (puto dentro das calças): Basta! Você é o meu discípulo e eu exijo respeito!

LE (finalmente vira sua cadeira giratória e olha para Lorde Drak): Foi bom você tocar nesse assunto. Eu estava pensando aqui, quando eu vou ter um padawan?

LD (com cara de interrogação): Pada... o que?

LE: Padawan. Você não sabe? Eu não acredito. O único cara que eu conheço que teve a possibilidade de ver a trilogia original no cinema não sabe o que é Padawan.

LD (envergonhado): Mas eu sei me transformar em morcego...

LE: Grandes merdas....

LD (anda pela sala, preocupado): Esta cada vez mais difícil escolher um bom discípulo. Antigamente você mordia qualquer um e ele virava seu seguidor eterno.

LE (levanta da cadeira): Os tempos mudaram, Tiozão.

LD (coloca a mão no ombro de Leandro): Meu filho, me escuta. Desde que eu sou vampiro eu nunca recebi uma recusa de um discípulo a um convite a uma caçada.

LE: Olha, chefia. Eu sei que você é o manda-chuva do clã e tudo mais, só que hoje eu não tô afim. Vai passar o especial do Star Wars do Frango Robô na televisão e eu não quero perder.

LD: Mas você não vai se alimentar?

LE (apertando as banhas): Eu tô um pouco gordinho e resolvi fazer uma dieta. Faz o seguinte, me traz um anão quando você voltar.

LD (fazendo uma cara bem assustadora parte para cima de Leandro): Como Ousas?

LE (fazendo o movimento do Ryu - Street Fighter - soltando magia): Ereng Nok!

LD (com cara de bosta): Que porra é essa?

LE: Isso era o que o meu clérigo fazia quando encontrava um monstro em Ravenloft

LD: Ravenloft?

LE: Vai falar que você nunca jogou AD&D?

LD: Eu nem sei o que é AD&D...

LE: Vai falar que você nunca jogou RPG?

LD: Nunca

LE: Impossível. Eu não acredito nisso....

LE: Nem Vampire?

LD: Eu nem sei do que você está falando.

LE: Qual é o seu problema, Drak? Você parou no Windows 97 e nunca mais se atualizou? Se liga, bicho. RPG, AD&D, Vampire...

LD (coloca a mão na cabeça): Como eu gostaria de voltar para 1600 quando as coisas eram mais simples.

LE (também coloca a mão na cabeça): Eu não acredito. Você parece meu pai. Aposto que nem perfil no Orkut você tem....

LD: O que?

LE: Ah..... Impossível. Qual é o seu e-mail?

LD: Eu desisto. Tudo que eu pedi foi um servo normal. Um companheiro para enfrentar a dor da eternidade! Alguém para dividir o fardo imortal. Um amigo fiel para as noites de caça.

LE: Eu desisto. Tudo que eu pedi foi um mestre como Obi-Wan Kenobi. Alguém que me ensinasse a importância de ser vampiro. Um amigo fiel para jogar RPG por toda eternidade!

LD (pulando com suas garras para matar Leandro): Basta! Sua existência inútil termina agora!

LE (pulando com os punhos cerrados na direção de Lorde Drak): Eu gostaria de ter uma frase marcante para esse momento!

Ação: Lorde Drak soca Leandro no peito. Leandro cai no chão. Lorde Drak agarra a camisa de Leandro enquanto levanta a outra mão com as garras escorrendo sangue.

LE: Você não vai falar nada? Parece Mangá! Eu odeio Mangá!

Ação: Lorde Drak dá o golpe mortal em direção ao rosto de Leandro. Leandro desvia do golpe. Leandro aponta sua mão em direção ao computador. Um sabre de luz voa do lado do monitor para a mão de Leandro. Lorde Drak por cima de Leandro que segura o sabe de Luz.

Efeito Sonoro: Whommmm.....

LE: Babou para você.

Ação: Leandro corta Lorde Drak ao meio.

LE (olha para as duas metades de Lorde Drak no chão e limpa o sangue em seu rosto): Que merda!

Ação: Leandro volta para o computador

LE: Eu sei que quando eu postar isso no Twitter ninguém vai acreditar.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

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Viciado Carioca - Ano I – Arco 3 – Parte 2

A história até agora: Vic e Nicole cruzam meio país em busca do perfeito Chá de Cogumelos enquanto se conhecem como namorados. Se você ainda não leu a parte 1, procure no menu lateral.

Sugestão de Música: Type O Negative - Black Number One

- Você é um cuzão, Vic. Você nunca vai conseguir fazer isso levantar. – Reclamava a Ruiva enquanto o suor cortava a minha testa e a decepção estava estampada nos meus olhos. Você nunca espera que aconteça isso com você. Principalmente se você tem 18 anos e uma namorada muito gostosa ao lado. Você é jovem e estúpido o suficiente para achar que não vai viver nada de ruim.

- Você podia ajudar aqui, meu amor. - Eu disse em voz de clemência. Certamente aquilo não estava nos planos. – Vai me dizer que isso nunca aconteceu com você antes?

- É claro que não, Vic. Eu tenho peitos gostosos. – Ela disse zombando de mim e sem ajudar. Era uma situação irritante e vergonhosa para qualquer homem. Você nunca espera passar por isso. Nunca!

- Poxa, Nic. A coisa já está ruim, você poderia ser no mínimo um pouco mais compreensiva, amorosa e prestativa. – Por que não me ensinaram a lidar com isso na escola? Procurei os olhos da Ruiva buscando cumplicidade e encontrei olhos desdenhosos.

- Eu vou tentar achar um caminhoneiro e ele vai resolver rapidinho. – É claro, isso é tudo que você quer ouvir numa hora dessas. Você pede ajuda e a sua namorada vem com sarcasmo. Era o mau humor matinal típico da Ruiva. Eu explodi de volta:

- Você poderia procurar no manual.

- Manual, Vic? E essas coisas têm manual? – Ela respondeu achando um absurdo a minha idéia. Mulheres....

- Porra, alguém nasce sabendo trocar pneu? Você dirige há mais tempo que eu e não sabe! – Eu respondi.

- Eu já disse, Vic. Eu não preciso saber disso. Eu tenho peitos. Quando fura um pneu na cidade, eu apenas saio do carro e em cinco minutos aparecem 20 marmanjos tarados prestativos. – Ela me respondia com raiva mostrando que era óbvio que eu deveria saber trocar um pneu já que eu sou homem. Como se fizesse parte do ritual de passagem. Aos quinze anos seu pai te leva a um puteiro e depois a um borracheiro. Pronto, agora você está preparado para a vida.

- Infelizmente nós não estamos na cidade, Ruiva. Se você quiser, pode tentar mostrar os seus peitos para aquelas vacas ali. Ou então, tentar me ajudar a entender a lógica desse macaco. Temos que colocar a Falcon Millenium para rodar.

- O nome da nave não é Falcon Millenium. É Millenium Falcon, seu imbecil. – Notoriamente o amor não estava no ar.

É uma coisa tão corriqueira que pode acontecer com qualquer um. Deveriam ensinar essa porcaria na auto-escola. Mas você só percebe que não está preparado para isso apenas quando precisa estar. Fazer o que? É a vida.

Estávamos parados em algum lugar depois de Vacaria e o sol queimava a estrada como um ovo na frigideira. Pelos meus cálculos ainda tínhamos bastante chão para rodar e não podíamos perder tempo. Nicole não gostou muito do meu comentário sobre as vacas e decidiu resolver o problema do jeito dela. Andou até chegar próxima ao triângulo de sinalização e fez sinal para o primeiro caminhoneiro.

É claro que o desgraçado parou.

Ela passou por mim, que estava sentado no asfalto quente e com aquela porcaria de macaco na mão, mandou um sorriso e disparou:

- Como eu te disse, eu tenho peitos. - e mandou aquele sorrisinho cínico de canto da boca. Eu estava aprendendo muito sobre ela naquela viagem. Era justo eu ficar irritado com a namorada esperta e sexy que sabe usar o corpo com uma arma. Mas quando eu a vi, desfilando naquele vestido lilás de pano colado no corpo, suas cochas lindas e alvas e aquele cabelo ruivo ao vento, se aproximando do caminhoneiro e dizendo com uma voz fina e carinhosa: - Moço, o senhor é o grande heróoooooi do dia!!!!! - eu pensei: eu amo essa mulher.

- Parece que você tá um pouco enrolado com isso aí, rapaz. – disse o caminhoneiro apontando para o pneu, a chave de roda e a minha tentativa patética de fazer alguma coisa com aquilo ali.

- Pois é, eu não sou exatamente o Macgyver, mas sei que isso aqui combinado com um chiclete forma uma bomba atômica. – O caminhoneiro me olhou de rabo de olho sem entender a piada e Nicole fez uma careta mandando eu cortar as gracinhas. Eu olhava para ruiva e aquela sensação de “eu amo essa mulher” só aumentava no meu peito. O Caminhoneiro pegou a chave de roda e disse:

- Eu resolvo isso aqui. Sabe, eu já fui borracheiro. – Eu levantei e deixei o bom homem trabalhar. Acendi um Marlboro enquanto escutava pacientemente as instruções de como se troca um pneu. Enquanto ele estava distraído, a Ruiva chegou perto de mim e fez o sinal universal de dinheiro. Eu coloquei a mão no bolso e encontrei uma nota de um e outra de dez. Ela abriu a mão dizendo para eu dar cinco. E eu fiz o sinal universal de quem não tem uma nota de cinco, seja lá como é esse sinal. Fiz um sinal para que ela escolhesse a nota. Ela pegou a de dez e escondeu dentro do sutiã e eu comecei a pensar se ela iria mandar o cara pegar a nota de 10 lá dentro. Se fosse assim, eu iria comprar um caminhão e começar ajudar ruivas desesperadas em beira de estrada. E não sei porque, comecei a ter pensamentos bem eróticos com Nicole e uma boléia de caminhão.

O homem já estava terminando o serviço quando ela falou:

- Nossa, moço, o senhor foi perfeito. Se o senhor não parasse, eu acho que morreríamos aqui. – O tom de sua voz era tão carinhoso que até as vacas estavam excitadas.

- Que nada, senhora. Que nada. Eu faço isso o tempo todo. – disse o caminhoneiro sem jeito.

- Eu nem sei o que posso fazer pelo senhor. Deixa-me ver se eu tenho um trocado para ajudar na sua cerveja. – Nicole inclinou no carro e podíamos ver boa parte dos seus peitos saltando de dentro daquele vestido de pano. E dentro da minha calça jeans a bandeira foi hasteada.

- Não precisa senhora. Eu não bebo. – Disse o caminhoneiro com os olhos vidrados em Nicole. Esse é o preço que se paga por não saber trocar o pneu ou não andar com uma nota de cinco no bolso.

- Nossa! Moço, a partir de hoje o Super-Homem não é mais o meu herói predileto. - Ela andou até ele e começou a balançar suas mãos sobre a sua cabeça. – Para limpar a sua aura. Vai te trazer muita sorte – O homem sorriu sem jeito percebendo o flerte da Ruiva. - Ele virou para mim e disse:

- Logo na frente tem um posto com borracheiro. Você para ali e conserta esse pneu ou vocês vão ficar parados na estrada novamente. – eu bati continência para ele e entrei no carro. Queria ficar sozinho com a ruiva o mais rápido possível. O homem deu mais uma bela olhada para Nicole e partiu. Ela entrou no carro e sorriu:

- Rápido, fácil e grátis. - Ela tentava despertar alguma reação raivosa, mas eu simplesmente apertei o seu peito e disse:

- Pois é, eu tenho que comprar um desses para mim. – Habilmente coloquei os meus dedos por dentro do vestido, encontrei a minha nota de dez e disse: - E vou precisar dessas dez pratas para começar a intera. – Ela sorriu de volta e fez uma dancinha com os braços:

- Vic, você tem uma namorada muito esperta. - eu comecei a ficar estranhamente excitado com aquilo. A Ruiva estava linda. Aquele vestido lilás realmente tinha caído bem nela, seu rosto estava um pouco corado pelo tempo que ficamos no sol e aquele sorriso vitorioso a deixava irresistível. Ela continuava cantarolando: - Vic tem uma namorada muito esperta. – E rindo. Eu também ria. Peguei nas suas coxas e disse:

- Esperta e gostosa. – Ela me olhou e percebeu a minha inquietação. Ela devolveu uma risada nervosa e disse:

- Isso te deixou excitado? – Eu olhava a sua língua entre os dentes e os seus lábios carnudos se mexendo. Aquele rosto corado realçando as suas pintinhas. Nossa, eu ia explodir.

- Muito. – Eu bufei. Ela começou a rir de maneira estranha, ficando estimulada com o fato de eu estar excitado. Comecei a mover o carro e ela perguntou:

- Mas o que te deixou excitado? Eu falando com o caminhoneiro ou a minha dança de esperta? – Ela ria e passava a mão no meu peito. Eu tentava olhar para frente, mas escorregava a minha do câmbio para as suas pernas.

- Tudo, Nic. Tudo. Você andando na direção do caminhoneiro me excitou. A sua fala carinhosa me excitou. O jeito que você colocou a nota no sutiã me excitou. A sua dancinha me excitou, e agora a sua cara de excitada por me ver excitado. E se isso é possível, eu ainda estou mais excitado e até a palavra “excitado” me excita e por isso que eu a estou repetindo cem vezes na mesma frase. – Ela riu e começou a arranhar o meu peito. Chegou perto da minha orelha, passou a língua e perguntou:

- E o que vamos fazer sobre isso? – Eu dei uma guinada com a cabeça e comecei a perceber que eu estava indo bem rápido com o carro. Dei uma desacelerada e o posto de gasolina já apontava no horizonte:

- Estava pensando em deixar o borracheiro consertando o pneu enquanto eu te emborracho no banheiro daquele posto. – Ela riu mais uma vez e se afundou no banco do carona.

- Você quer que eu transe com você em um banheiro sujo de posto de gasolina de beira de estrada? – Bem, ela já sabia da resposta, então eu só podia reforçar a teoria:

- Se você quiser ir tirando a calcinha para o processo ser mais rápido....


***

Estávamos rodando outra vez. Por algum motivo a estrada fica mais quente depois que você transa em um banheiro sujo de posto de gasolina. Pelo mesmo motivo, a viagem fica mais feliz.

- Eu não sei por que você acha normal transar no banheiro do posto e dá piti se eu tento roubar umas cervejas. – Ela dizia frustrada ao volante. Eu fumava o meu Marlboro clichê pós-sexo e me refrescava com uma latinha gelada.

- Porque ficamos muito tempo lá. As pessoas marcaram a nossa cara. E como você não gastou as dez pratas com o seu novo Super-Homem eu achei justo pagar por essas daqui.

- O Super-Homem nem é meu herói predileto, mas eu ia perder muito tempo tentando explicar para ele quem é Wolverine. – O mal-humor matinal da Ruiva já tinha ido embora. Nada como sexo em locais públicos para controlar o temperamento. Eu joguei meu cigarro fora e comecei a fazer carinho em sua cabeça. Não sei se estava mais apaixonado pela mulher ou pela situação. Ela riu um pouco sem graça e disse: - Você já tinha feito sexo em lugar público? – Não precisava vasculhar muito a minha cabeça para encontrar a resposta. Mas não sabia se podia ser sincero. Resolvi arriscar:

- Sim. – disse de forma seca. Ela riu e confessou:

- Eu nunca tinha experimentado e posso dizer que foi muito bom. – Aquilo era ótimo para inflar o ego. – Nós devíamos fazer isso mais vezes, meu amor. – Eu gostaria de fazer aquilo o tempo todo. De alguma forma, estávamos começando a nos entender verdadeiramente como namorados. Era excepcional.

- Acho que seria um pacto mais inteligente do que o nosso outro. – Eu respondi. Ela sorriu.

- Você está querendo dar para traz, McFly? – Ela perguntou em seu tom desafiador que não me incomodava mais. Comecei aceitar aquilo como a personalidade de Nicole, e como tudo nela, comecei a gostar.

- Não, Biff. Eu não vou quebrar o nosso pacto de loucura por mais suicida que ele seja ou por mais doidão que eu estava no dia que o fizemos. – Levantei a latinha simbolizando um brinde ao pacto. Ela puxou os olhos e comentou rindo:

- Não estava doidão o bastante para negar sexo logo depois que fechamos o acordo. – Eu dei uma piscada e apertei os meus dedos contra a sua cabeça:

- Nic, eu nunca estarei doidão o bastante para negar sexo. – Ela sorriu e disse:

- Uhmmm! Garanhão. Cuidado, os gados reprodutores da fazenda podem te ver como um inimigo.

- Eles podem ficar sossegados que eu já tenho a minha vaquinha. – Eu respondi rindo. Ela riu também e ficou calada por uns instantes. Eu admirava aquela Ruiva enquanto ela dirigia. Ela passou a língua sobre os lábios, vacilou umas duas vezes e disse:

- Sabe, Vic. Eh... Você sabe que eu curto mulheres também. Até um pouco antes de te conhecer eu tinha uma namorada. – claro que eu sabia. Ninguém me deixava esquecer. Quase todo dia que eu falava com Lucas, o gordo, ele perguntava se a minha namorada já tinha me trocado pela caixa das Lojas Americanas. Aquele gordo desgraçado.

- Antes do Luther? – perguntei e me arrependi de invocar o nome do ex-namorado da Ruiva. O Senhor todo poderoso da juventude metaleira carioca de vez em quando surgia no meio do papo para continuar me assombrando.

- Durante o Luther. E como eu te disse, vários caras se aproximavam de mim porque achavam que iriam ficar com duas mulheres na cama. Mas você nunca pediu isso. Você nunca nem sugeriu isso. Por que? Isso não te excita? - Ela perguntou com o seu tom sério que eu só tinha visto poucas vezes em nossos meses de namoro. Eu fui pego de surpresa. Baixei a minha mão lentamente e dei uma bela golada na cerveja. Era um daqueles momentos sinceros do namoro, que as pessoas vão se descobrindo um pouco mais. E não era pelo fato de estar na segunda latinha de cerveja e sem muita coisa no estômago depois de uma manhã cansativa com troca de pneu e sexo inconseqüente que eu não sentia a necessidade de mentir. Era pelo simples fato que naquela manhã eu comecei a sentir que Nicole era a mulher ideal. Era linda, gostosa, fogosa, inteligente, amiga. Nicole era a minha parceira e eu queria aquilo se perpetuasse até o sol esfriar.

- Claro que me excita, Nic. Qualquer um que mija em pé sonha com um momento como esse. Mas eu tenho algo muito importante que é você. E Deus, eu sei que vou me arrepender do que vou dizer agora, mas o fato de você ser bissexual até me assusta um pouco. – Ela olhou para mim chocada.

- Assusta? – Então eu decidi finalmente declarar meu amor a Nicole. Estava ansioso para isso e aquele era o momento certo. Outra coisa me afligia. Por mais que nos déssemos bem, ela nunca tinha dito com todas as letras que me amava e a dúvida me assombrava paranoicamente.

- Sim. Fico imaginando se eu permitir que você fique com outra pessoa e você perceba que eu não passo de um homem normal como todos os outros e não possa corresponder o carinho, a compreensão e o entendimento que você busca quando fica com uma mulher. De você perceber que por trás dessa cara bonitinha e alguns comentários jocosos existe um homem medroso e carente. E só de pensar em um dia sem você é como pensar em passar uma eternidade no inferno. Então, Nic. Sim, eu adoraria fazer uma pequena orgia e satisfazer todas as minhas fantasias masculinas, mas abro mão disso tudo para não correr o risco de perdê-la. Eu tenho certeza que a amo e nunca desejei ficar tanto tempo ao lado de uma pessoa. – Ela virou o rosto para mim, com os olhos arregalados e jogou o carro no acostamento. Parou bruscamente a Millenium Falcon desprendeu-se do cinto e pulou no meu colo e me beijou freneticamente. De alguma forma aquela era uma maneira dela me dizer que adorou o fato de eu finalmente me abrir com ela. Ela mordeu a minha orelha e fiquei esperando ela sussurrar em uma voz carinhosa que também me amava:

- Eu ainda estou sem calcinha. – Não era exatamente o que eu esperava ouvir, mas de qualquer forma tivemos que atrasar a nossa viagem em mais meia-hora. Nicole guiava meus sentimentos por áreas que eu nunca tinha experimentado. Nicole despertava dentro de mim tudo o que tinha de melhor em termos de amor e me forçava a ser um homem mais honrado e honesto comigo mesmo. Nicole a ladra de cerveja criadora do nosso pacto pseudo-suicida. Nicole, a louca.

No próximo capítulo: Pacto Suicida

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Café-da-manhã dos perdedores

Sentados no meio-fio na frente daquela padaria, eu, Kid e João Mariano desfrutávamos de um pão com presunto e uma latinha de cerveja. O sol começava a nascer preguiçoso e os católicos iam procurar a salvação na Igreja. Olhando para aquilo pensei que se eu tivesse que resumir tudo que aconteceu naquela noitada em uma só palavra ela seria: sincronia.

Nós continuávamos com o nosso café porque sabíamos que não tínhamos salvação. Kid tentava assassinar a sua larica a dentadas e nem olhou para o JM quando ele soltou:

- Aquela atendente até que tem pernas bonitas. – eu também não desviei o meu olhar do vazio. Simplesmente respondi:

- Desiste. A noite acabou. Você tá doidão. – Eu olhava para as minhas roupas e sabia que ali estava o erro. Não se pode tentar ser outra pessoa. É uma besteira. E por falar em besteira, do infinito da sua sabedoria etílica misturada com maconha, JM solta a teoria que iria redefinir o universo:

- E você está paranóico. A noite só acaba quando termina. Ela está me dando mole, eu vou mandar uma cantada. – Se o cara não consegue ser genial de cara limpa e às oito da noite, imagina depois de uma noite de excessos. Eu deveria fazer algum comentário sobre isso, mas seria mais engraçado vê-lo tomar um toco da funcionária da padaria antes do sino da igreja tocar. Meu Deus, nem eram sete da manhã ainda.

Eu tenho um faro bem apurado para furadas. Pena que eu tendo a ignorá-lo quando me dizem que vai ter bebidas grátis. É a minha kriptonita. Foi por isso que topei ir aquela festa de casamento da família do João. Deveria ter negado. E ainda tem gente que diz que não se arrepende das coisas que fez.

Eu me arrependo de muitas coisas. Principalmente dessa época. Ao meu favor eu posso alegar que não raciocinava muito bem com tanto pó enfiado no nariz e tanto álcool no cérebro. Dizem que só se vive uma vez e eu tentava de todas as maneiras que essa vez fosse bem rápida como a transa de um moleque de 16 anos. Eu relembrava a noite que insistia em não morrer e já me arrependia da minha cantada enquanto o JM começava a planejar a dele. Como fui chamá-la para uma suruba no motel?

Calma, eu estou acelerando um pouco a história. Acho que devo começar pela a minha primeira reação ao telefone quando JM convidou-me:

- Eu não vou me meter em uma festa careta com você e o Kid. – Eu disse sem muita emoção. Já planejava um sábado natural com uma ronda aos bares, uns tecos em banheiros sujos e adrenalina queimando o corpo. A noite logo iria começar e todas as minhas fibras clamavam para que eu ficasse doidão. Queria me sentir especial. Eu era um imbecil. Como diria o Mestre Yoda, o lado negro não é mais poderoso, apenas mais rápido, mais fácil e mais sedutor.

- Você é o único idiota que eu conheço de negar uma festa com bebida liberada. E o único idiota do mundo de chamar uma festa de bebida liberada de “festa careta”. – Como eu disse, João Mariano raramente é genial. Ele só chegava às conclusões óbvias como essa. Eu não podia negar sabendo que teria bebida liberada. Ainda mais que o meu dinheiro estava tão curto quanto às carreiras que entravam no meu nariz. Bebida Liberada, meu calcanhar de Aquiles.

Se antes eu tinha acelerado, agora eu estou me repetindo. Você já sabe disso como eu sabia que era uma péssima idéia o JM acender uma ponta na frente da padaria. Mas ele disse que eram só dois tapinhas para “abrir a mente”. Se depois de tanto álcool a mente dele ainda não estava aberta, certamente alguém trancou aquela porcaria e jogou a chave fora. Ele e o Kid foram para trás de uma árvore e eu continuei sentado na sarjeta com a cara inchada. Aquele era o meu lugar. Era o que eu merecia. E olha que eu estava bem arrumadinho no começo da noite.

- Eu não sei por que todos têm que se vestir como bancários para uma festa de casamento. – Eu disse quando entrávamos no salão. O Kid com uma camisa branca, uma gravata preta e seus olhos puxados parecia a versão menor de um “Bruce Lee garçom”. João estava de terno sob aquela barriga e parecia o clássico “capanga-idiota-quebra-ossos-da-máfia”. E eu parecia....nós nunca achamos que parecemos com alguém...como eu vou descrever?...bem...eu parecia um babaca. Aquela gravata verde apertando o meu pescoço, aquela camisa sufocando os meus braços e meus pés rezando por um tênis.

- Sorria, seja simpático, não vá cheirar porra nenhuma no banheiro e detone os uísques! – JM ditou as regras e começou a se misturar. Eu e Kid nos colocamos estrategicamente na saída da cozinha e fazíamos uma blitz em cada garçom com tulipas de chope.

- Talvez seja até legal. Tem umas mulheres soltas pela festa. – Kid tentava me animar. Mas eu balançava meu rosto de um lado para o outro e só conseguia perceber gente chata e feia muito feliz. Esse é o cenário típico de um desastre. Eu tentava não pensar nas graminhas brancas da perdição guardadas em meu bolso, mas quando o JM retornou com dois copos de uísque e largou um na minha mão eu decidi que era idiotice brigar contra os meus instintos.

O primeiro tiro foi bem rápido. Entrei no banheiro, fiz e saí como um profissional. Assim como foi o teco que o Kid e o João deram atrás da árvore naquela padaria. Os dois voltaram se vangloriando como eram “ninjas” na arte de fumar. Eu comecei a rir não acreditando que aqueles pirados tinham realmente fumado uma ponta de maconha na frente de uma padaria às sete horas da manhã de um Domingo.

- Vou chegar de boa. Vou elogiar o cabelo dela e chama-la para um cinema esperto. – JM traçava seu plano de ação. Comecei a rir mais forte. Aquela era uma derrota certa. JM havia perdido toda a noção. Só uma mistura bem forte de cerveja, uísque e maconha para levar alguém a crer que é uma boa idéia você chegar na atendente da padaria naquele estado. Mas quem era eu para falar sobre pessoas sem noção?

Quando saí do banheiro a festa parecia estar mais animada. Comecei a me motivar e antes de terminar o segundo uísque eu já estava dançando. Isso deveria ser um alerta. Eu nunca danço. É o som contagiante de Deee-Lite.

- Groove is in the heaaaaaaaaaaart! – Eu cantava para o Kid que sorria de volta. Aquilo me dava mais confiança e comecei arriscar uns passinhos típicos dos anos 80. E claro que no meio de tanta alegria você sempre acha que está arrebentando.

Aquela menina também colaborou para a minha empolgação. Ela começou a sorrir e dançar perto do nosso seleto e animado grupo. Kid apontou para mim e continuamos naquele joguinho de sedução. Não pretendia chegar naquela menina. Ela parecia um pouco nova, mas era muito sexy. Óbvio que depois do terceiro teco e a quarta dose dupla de uísque esse pensamento se perdeu no meu cérebro como o JM quase perdeu a sua vida ao entrar naquela padaria.

Seria uma das mortes mais idiotas já registradas no mundo. Imagina, eu tentando explicar para os pais dele que a última coisa que eu disse ao seu filho foi:

- Me traz um toddynho. – Eles nunca iriam aceitar isso. Como um homem depois de cheirar a sua vida, beber como um demônio, fazer o que fez em uma festa familiar ainda ter estômago para beber um toddynho? Inacreditável. Eles iriam chorar, espernear, me pegariam pela gola da camisa e bradariam com lágrimas de sangue:

- Por que nenhum de vocês não tentou impedi-lo? – É o que sempre perguntamos depois de uma tragédia. Eu não posso dizer a mesma coisa. Depois de analisar o que aconteceu, eu sei que essa era a intenção daquela coroa quando se aproximou de mim.

O perfume dela era delicioso. Estava bem vestida, como se espera de alguém em uma festa de casamento. Homens vestidos de bancários e mulheres achando que estão na premiação do Oscar. Eu estava dançando com a ninfeta sexy quando ela chegou a mim e disse algo no meu ouvido. Não entendi coisa alguma. Eu doidão e aquela música alta não eram os elementos corretos para travar um dialogo. Mas respondi com um sorriso e me aproximei no melhor estilo Tony Manero:

- Eu sei. Mas é tudo muito lindo e a energia daqui é muito boa. – Não sei por que decidi entrar em uma onda de guru. Acho que por um momento eu acreditei que fazendo o papel do jovem esquisito e esotérico poderia convencer aquela coroa de terminar a noite na cama comigo. – Você está sentindo isso? Essa energia? Cadê o seu marido? Quer dançar? – Eu metralhava a coroa com várias perguntas ao mesmo tempo sem deixá-la respirar como se fosse uma metáfora com o que eu pretendia fazer com ela em um motel. Não tente entender a minha linha de pensamento. Eu não consigo. Só sei que ela respondeu o que não deveria:

- Eu sou desquitada. – E num ato que eu acreditei que era uma coisa, mas era apenas simpatia, ela me abraçou para dançarmos juntos.

Nesse momento eu poderia ser covarde como todos os idiotas machistas e dizer que tudo é culpa das mulheres. São muito educadas e sempre tentam sair de situações constrangedoras com classe. Talvez se fossem mais energéticas em certos casos, as confusões não aconteceriam. Porém, a verdade é que os homens ou são idiotas de pensar apenas com o pênis, burros o bastante para não perceber o que está acontecendo ou estão muitos doidos. No caso do João Mariano as três hipóteses juntas. Ele acreditou que a simpatia daquela atendente de padaria era na verdade uma resposta positiva a sua cantada. Continuou molestando a pobre coitada e descendo o nível de seus adjetivos. Patético, inconveniente, chato, insuportável, inimigo número 1. Não posso culpá-lo, porque eu tinha feito a mesma coisa horas atrás na festa de casamento.

Sincronia é uma palavra engraçada porque sua pronúncia não parece seu significado. Ela soa como uma doença crônica de alguém que sempre diz sim. Mas na verdade quer dizer simultaneidade, contemporaneidade ou concomitância. Vem do grego “syn+kronos” (syn = juntamente; kronos = tempo). E quando você sabe disso, sincronia começa a virar quase sinônimo de perfeição. Por exemplo, não podemos dizer que a minha dança naquela festa estava em sincronia com a música. Totalmente imperfeito. Diferente da dança daquela ninfeta que balançava perfeitamente seu corpo pelo salão e esbarrava em mim e na coroa apenas de propósito. Totalmente sincrônico logo, totalmente perfeito.

E o mais louco dessa história é que tudo que aconteceu depois de eu sugerir para a coroa que fossemos eu, ela e aquela ninfeta para um motel foi sincrônico. Contudo eu não posso falar que foi uma noite perfeita. Nem de perto.

Assim como tudo que aconteceu depois do JM sugerir de ele e aquela atendente da padaria fossem ao motel foi sincrônico. Contudo eu não posso falar que foi uma manhã de Domingo perfeita. Nem de perto.

Também, como eu iria saber que a ninfeta era filha da coroa e no exato momento que a velha soltou o grito: “Esse idiota quer levar eu e a minha filha pro motel” o desgraçado do DJ iria parar a música?

E como JM iria saber que no exato momento que a atendente soltou o grito: “Esse idiota tá querendo me agarrar” o segurança da padaria estava acabando de ouvir a reclamação sobre os vagabundos fumando maconha?

Não tinha como nós sabermos disso. Assim como os dois marmanjos que socaram as nossas caras, no meu caso um convidado grandão e no do JM o segurança da padaria, não tinham como saber que estávamos bem doidos para absorver aquele golpe forte no rosto, mas ainda bem espertos para corrermos como nunca corrermos em nossas vidas.

E como nos dois casos o Kid teve a reação de correr para o carro e arrumar a melhor fuga possível, eu não vou parar de dizer que perfeição pode ser usada como sinônimo de sincronia. Não mesmo.

Algunas cositas más!

Como vocês puderam notar fiz algumas mudanças no blog. Todos os sistemas de relacionamentos (Seguidores, BlogBlogs, Google Friend Connect) estão lá em baixo. Além disso, inclui uma enquete no meio da barra lateral sobre o melhor arco de histórias do ANO I.

Incluí alguns anúncios do Buscapé porque estou precisando de grana para contratar um revisor dos meus originais. Ah, sim. Estou procurando uma editora, se alguém tem algum contato legal, puder me indicar e tudo mais, vai ser uma daquelas coisas que eu serei agradecido pelo resto da minha vida.

É isso aí. Abraços.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fazendo as Regras: Agora no YouTube

Quase dois anos atrás eu fui tomar um chope no Flamengo, vocês se lembram? O resultado disso foi a produção de um filme sobre um texto que eu já tinha escrito em 2006 no meu antigo blog.

A história da realização do filme eu mais ou menos que contei aos poucos para vocês nos posts marcados como “Fazendo as Regras” na barra lateral.

No final conseguimos produzir um belo DVD com o filme, alguns curtas, Making Off e outras coisas. Um curta nós colocamos no YouTube e lá ficou até o início desse ano quando foi removido a pedido dos detentores dos direitos de “People are Strange”. Pois é... People are Strange...

Mas desde que eu anunciei que o texto iria se tornar um filme, as pessoas pediram exaustivamente para que eu republicasse. Coisa que eu não fiz, para não desviar a atenção do filme.

E desde que o DVD foi feito, nós também não publicamos ele no YouTube porque o filme estava rodando alguns festivais e coisas do tipo.

Hoje, tudo isso mudou. Estou publicando para vocês o pai e o filho.

O pai, o texto, está publicado na sua data original e é só você clicar em arquivos de 2006. Mas eu vou pedir para vocês não fazerem isso, e sim visitarem um grande amigo do meu Blog, O Padre Voador. Eles foram os responsáveis por melhorar o visual do meu blog e sempre estão pensando em maneiras para estreitar a relação não só comigo mas com toda a comunidade blogueira. O Padre Voador reúne uma cambada de textos, imagens, vídeos, tirinhas e outras coisas engraçadas e divertidas e vocês podem ter certeza que é um daqueles blogues para favoritar e retonar várias e várias vezes.

Até porque, pelo menos uma vez por mês estarei enviando um texto para lá. Antigo ou não. Então, não deixem de visitar O Padre Voador de maneira regular.

O filho, o vídeo, está separado em duas partes e os links vocês podem conferir logo abaixo. Dei uma assistida e notei que a qualidade do filme no YouTube caiu vertiginosamente. O maior problema é que o filme está muito mais escuro do que deveria e acaba escondendo vários detalhes engraçados como cabeçadas no volante do carro e sangue escorrendo pela calçada. Aconselho para que vocês aumentem o máximo o brilho do monitor para não perder nenhum detalhe. E não adianta reclamar da qualidade, todo mundo teve a sua chance de ter um DVD com qualidade infinitamente supeiror. Se ainda tem alguém interessado de possuir uma das poucas cópias que restam, me mande um e-mail.

É isso aí. Divulguem para os amiguinhos, parentes, colegas, amantes, cachorros e afins. E Fiquem atentos que a parte 2 da emocionante saga do Arco 3 será publicada em breve. Abraços.