segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Do pó viemos e ao pó voltaremos

Viciado Carioca - Ano I – Arco 3 – Parte 15
A história até agora: Ainda desolado pelo termino da relação com Nicole, Vic recebe um telefonema que vai mudar totalmente o rumo de sua vida. Pra pior, é claro. 

Sugestão de música: Legião Urbana - Os Anjos

- Eu não consigo dormir. Eu não consigo dormir de maneira nenhuma e a culpa é totalmente sua, seu merda! 

Mesmo com tanto ódio, dor e xingamentos, ainda era confortante ouvir a voz da Ruiva do outro lado da linha.

- Calma Nicole é somente o efeito das bolinhas. Uma hora isso vai passar e você vai dormir. – eu tentava dizer com a voz mais carinhosa possível.

Meu coração batia forte só de ouvir a voz de Nicole, a minha paixão.

Nicole, a mulher da minha vida.

Nicole, a ruiva.

Nicole, a louca.


Ela afinou a voz e começou a me imitar:

Fica calma! Fica calma! – daí a voltou a gritar furiosa – Eu estou aqui sozinha e morrendo e você só sabe dizer isso!

- Foi você que me expulsou e terminou comigo, você queria que eu fizesse o que? – eu respondi com raiva.

Eu já tinha aprendido que não devia reagir dessa maneira. Da última vez quase bati nela por agir assim. Fiz uma anotação mental para me controlar mais.

- Eu não estou te ligando porque eu te quero de volta, Vic. Estou te ligando porque foi você que me colocou nessa furada e é você que vai me tirar disso. Tudo que aconteceu é culpa sua!

Ela me culpava por que eu não avisei que era apenas para tomar uma bolinha. Eu não iria discutir isso. Eu não iria alimentar mais aquela briga. Afinal, nada disso mais importava. Nem se eu iria conseguir conquistá-la novamente importava. A saúde de Nicole que era a prioridade naquele momento.

- Eu estou indo para ai, Nic. Vou te colocar na Falcon Milenium e nós vamos a um hospital!

- É Milenium Falcon, seu imbecil! Quantas vezes eu vou ter que te dizer isso? Que merda de nerd você é que nem decorar a porra do nome correto da nave você consegue? – eu comecei a contar até dez e ignorar os seus comentários jocosos. Ela continuou disparando – Eu não vou a hospital porra nenhuma! Eu não vou dizer oficialmente que eu sou uma drogada!

Só Nicole mesmo. Desesperada com as drogas que tomou, porém irredutível em procurar ajuda profissional.

- O que você quer que eu faça então, Nic?

- Eu não sei o que fazer, porra! Ou não estava te ligando! Você me colocou nessa, você me tira dessa, Vic! Ou a casa vai cair para todo mundo, seu babaca! Quero ver sua mãezinha católica ouvindo da sua namorada macumbeira que o caçulinha queridinho dela é um maconheiro sem-vergonha.

O sangue ferveu a minha cabeça. Podem fazer qualquer coisa comigo, mas ameaçar a minha mãe eu não iria admitir. Nem mesmo da mulher que eu amo. Não estava preocupado com a minha reputação, mas nada poderia interferir na felicidade da coroa.

Não mesmo.

- Nic, seja lá o que você esteja pensando sobre mim nesse momento, você está errada. Eu vou te ajudar não é porque eu sou culpado de alguma coisa ou porque eu te amo. Eu vou te ajudar porque é a coisa certa a fazer. Mas se você ameaçar mais uma vez a minha família ou você fizer alguma coisa para magoar a minha mãe, Ruiva, você vai conhecer um outro Vic.

Fiz uma pausa e ela calou do outro lado. O meu sangue estava fervendo. Maldito pacto. Maldito fantasma. Maldita vida. Eu respirei e voltei a falar:

- Sem piadinhas, sem choro e sem reclamação. Mais uma vez, fique calma que tenho uma idéia do que vou fazer.

Desliguei o telefone sem escutar a resposta e a deixando pensar que eu era o cara mais cheio de certezas do mundo.

Fui tomar um banho rezando para que alguma idéia surgisse na minha cabeça.

Terminei o banho e a única idéia que eu tinha era voltar a casa do Dez e perguntar a ele o que fazer. Não era algo que me agradava, depois de ter largado Luther desacordado no banheiro do quarto dos seus pais, mas era a minha única opção.

Decidi tentar uma ajuda extra para aquela tarefa e liguei para o Gordo. Afinal, para que servem os amigos?

Quase caí para traz da cadeira da forma que ele atendeu o telefone:

- O que é agora? – ele gritou.

Normalmente eu largaria uma piada, mas eu não estava bom para pensar em uma e obviamente ele não estava no espírito de ouvir.

- Algum problema, Gordo?

- Ah, é você. – ele parou alguns segundos surpreso e depois continuou com um tom um pouco desolado - Desculpa, Vic. Mas agora não dá para falar, estou no meio de uma briga telefônica com Wendy.

O Domingo continuava sangrento para todos nós.

- Desculpa, cara.  Deixa para lá, depois a gente se fala.

Pensei em oferecer ajuda nesse momento, mas desisti. Eu estava atolado em confusão e não tinha como auxiliar alguém..

- É... depois a gente se fala... – ele respondeu desanimado.

Droga, Lucas era meu amigo e eu não poderia deixá-lo na merda, por mais enrolado que eu tivesse.

- Olha, Gordo, se eu puder ajudar em alguma coisa...

- Não sei, Vic....

- Cara, se você não desembuchar eu não poderei te ajudar.

- Deixa pra lá, Vic. Depois a gente se fala.

Ele estava decidido. Eu não estava tão determinado.
 
- Até mais, Gordo. – então desliguei.

Sem nenhum Robin para me ajudar na minha cruzada, segui solitário para casa do Dez.

A tarde de Domingo já estava avançada e muito silenciosa. Todos de luto com a morte de Ayrton Senna. Observei em várias janelas a bandeira do Brasil pendurada e em algumas um pano preto por cima. Um país de luto. Enquanto a minha vida e a dos meus amigos desmoronavam os brasileiros choravam.

Morreríamos todos abraçados na lama.

A ligação para Lucas acabou não sendo em vão. Ela me afastou dos pensamentos negativos sobre eu e Nicole e me fez pensar em outras coisas. Estranhamente me lembrei de quando era um pouco mais jovem e meu irmão mais velho já estava se envolvendo com garotas e vivendo as desilusões do amor.

Lembrei-me de um dia específico. Eu devia ter uns onze anos e meu brother uns dezoito. Eu estava jogando Atari e ele conversava com um amigo pelo telefone. Eu sabia que alguma coisa estava ruim, porque ele não estava implicando comigo. Thomas sempre foi assim. Se as coisas iam mal na sua vida particular, ele ficava um doce em casa. Se as coisas iam bem na vida, ele arrumava um monte de confusão em casa.

Meu irmão sempre gostou de viver no olho do furacão. Provavelmente um mal de família.

- Pois é, aquela piranha! Que raiva que eu estou dela! – ele falava com seu amigo, Madson, enquanto eu controlava o meu pequeno Smurf para salvar a Smurfet de aranhas e pontes que abriam e fechavam rapidamente.

- O que foi, Mad? Sua garota terminou com você também?

Meu irmão na parecia surpreso. Ele ficou quieto ouvindo as lamurias de seu amigo do outro lado da linha e eu tinha sido pego pela aranha mortal.  Foi quando o meu irmão disse uma frase que eu nunca esqueci.

- Quando um cai, todos caem. Minha namorada me traiu, a tua te largou e o Fabiano também tomou um pé na bunda. Quando um cai, todos caem, Mad.

Eu também não consegui salvar a Smurfet naquele dia.

Quando um cai, todos caem.

É o efeito dominó do amor. Essas coisas que não tem nenhuma explicação científica, mas que acontecem. Eu não acredito em bruxas, mas elas existem.

Depois que meu irmão desligou o telefone, ele pegou o segundo controle e fomos jogar aquele emocionante Tênis do Atari onde os jogadores se moviam na velocidade impressionante de menos de um milímetro por segundo. 

Eu venci o primeiro jogo, o que era uma coisa rara pois ele sempre me vencia. Mas ele não reclamou. Ele soltou o controle e falou:

- Irmãozinho, eu vou te dizer uma coisa sobre mulheres: aconteça o que acontecer, nunca deixe se levar muito por elas, ou elas arrancam seu couro. Se possível, não se apaixone nunca. O primeiro suspiro da paixão é o último da razão.

Gostaria de ter ouvido mais atentamente o meu irmão. Talvez não teria entrado de cabeça e me entregando tanto no relacionamento com a Ruiva. Agora era inevitável.

Quando um cai, todos caem. Nicole tinha me dado o fora, Lucas estava prestes a também levar um pé na bunda.

Os heróis morrem jovens, principalmente em um Domingo sangrento como aquele.

No final, meu irmão acabou arrumando uma outra mulher, se casou e tem um filho. Parece um chefe de família feliz e aquelas cicatrizes de amor curadas e esquecidas. Mas eu sei que de vez em quando, principalmente quando ele bebe e fica um pouco nostálgico, esses cortes se abrem e ainda pingam uma ou duas gotas de sangue por lá.

O primeiro suspiro da paixão é o último da razão.

Cheguei em frente ao prédio de Dez. Eu iria aparecer no apartamento do traficante predileto da galera depois de largar um Luther drogado em quarto destruído. O ladrão sempre volta a cena do crime. Mais uma dessas coisas que não tem nenhuma explicação científica, mas que acontecem.

Fiquei pensando se aquela ela a melhor coisa a fazer. Possivelmente não. Eu deveria levar Nicole para o hospital, deixar tudo bem e assumir todas as conseqüências. Por que envolver um traficante naquilo tudo?  Por mais que o Dez fosse um cara gente boa, não gostaria de ficar devendo um favor a ele. Mas que opções eu tinha? Depois de toda a briga com a Nicole, o esperado esporro que o Dez me daria pela overdose de anfetaminas nem me assustava. Ele iria reclamar e dizer que nunca mais forneceria algo para mim. Eu pediria desculpas e cagaria para o resto. Afinal, eu nunca gostei de atravessadores. Só queria que ele me disesse o que fazer. Um calmante para dar a ela, uma lavagem estomacal caseira. Qualquer coisa. Essas informações que só drogados experientes conhecem.

Apertei o interfone

- Dez? Aqui é o Vic. Eu preciso falar com você.

-. Pode subir.

Aquela viagem de elevador até a cobertura foi longa.

Ele abriu a porta. Vestia uma cueca e um roupão. Incrivelmente sua cara não era de um homem que acabara de acordar. Era de um que nem mesmo tinha dormido. Provavelmente igual a minha.

Entrei no apartamento e tudo estava impecavelmente limpo. Como se nunca tivesse tido uma festa de arromba há umas doze horas antes. Como eu gostaria que nada daquilo tivesse acontecido. Sem festas, sem bolinhas, sem a transa louca durante a madrugada, sem Luther jogado no banheiro, sem minha briga com Nicole.

- O pessoal da Colurb trabalhou direitinho hoje.

- É claro que sim. Contratei duas faxineiras de primeira linha para deixarem o apartamento um brinco. – vamos lá para o quarto.

Segui pelo corredor até chegar ao quarto psicodélico. Por alguma razão Dez não demonstrava surpreso pela a minha visita. Provavelmente estava doido de mais para ficar pensando sobre aquilo. Pelo menos, ele estava doido de mais para me levar ao seu sem se importar com aquela garota dormindo nua sobre a cama. Sentei na poltrona bolha:

- Noite intensa, heim?

- Pois é, Vic. A noite mais incrível de todas.

Ele andou até o seu armário especial onde guardava alucinógenos o bastante para recriar um novo Woodstock.

- Mas acredito que você não veio aqui conversar sobre a festa de ontem, não é mesmo Vic?

- Dez, é que ontem aconteceu um acidente. Sem querer Nicole acabou tomando três bolinhas ao invés de uma e agora o coração dela desparou e ela não consegue dormir. Estive pensando se você poderia dar uma dica para sair dessa solução.

Ele continuou com o corpo enfiado para dentro do armário. Quando retirou, estava com uma pistola 9mm na mão. Ele enfiou um cartucho de balas na arma e a preparou. Eu queria levantar da cadeira, mas minhas pernas tremiam sem parar. Ele andou na minha direção, puxou uma cadeira e colocou na minha frente. Então apontou a arma para mim e disse:

- Sabe, da primeira vez que eu ouvi falar de você, eu gostei logo de cara. Um sujeitinho com o apelido de “Viciado Carioca”. Sabia que em breve eu teria um cliente preferencial ou até mesmo um bom soldadinho para distribuir a minha mercadoria.

Enquanto apontava a arma com a mão direita, ele pegou um cigarro de dentro do bolso do ropão com a mão esquerda. Depois tirou um isqueiro e acendeu.

- Mas o tempo passou e o tão falado “Viciado Carioca” na verdade era um maconherinho playboy de quinta igual tem vários por aí. Mas te achei gente boa e te tratava com respeito, apesar de você sempre me esnobar. Nunca comprou nada de mim, mesmo sabendo que eu tenho coisas da melhor qualidade para oferecer.

O suor na minha testa caía para o olho. Meu coração pulava até a boca e voltava. Minhas palavras pareciam de uma menininha de 8 anos:

- D-desculpa D-dez. E-eu não queria incomodar. Eu s-sempre comprei direto da fonte. S-sem atravessadores....

Ela levantou e começou a gritar:

- ATRAVESSADOR? Você acha realmente que quando você sobe o morro você está cortando os atravessadores? AQUELES FAVELADOS COM AK-47 NA MÃO QUE NÃO CONSEGUEM NEM ARTICULAR DUAS FRASES É QUE SÃO OS ATRAVESSADORES, SEU IMBECIL.

Então deu uma coronhada com a arma na minha testa. Minha cabeça foi para trás batendo contra o sofá bolha. Uma dor de cabeça instantânea se instalou e o sangue começou a correr. Ele pegou uma toalha jogada em cima de uma mesa e jogou para mim:

- Vê se não vão sujar o meu tapete caro com o seu sangue sujo.

Eu pressionei a toalha sobre o ferimento. OK, então era disso que Guilherme me avisou. Agora eu ia realmente morrer pelo traficante predileto entre 8 de 10 drogados da zona sul do Rio de Janeiro.

- Então, você tinha que se meter com a mulher do Luther. Quando ele chegou aqui pedindo a sua vida eu disse que não. Sabe como é, não ia ser bom para os negócios. Qualquer hora um policial querendo ser herói ou um deputado querendo aparecer poderia descobrir a nossa pequena movimentação no Casarão e isso não é nada bom.

Ele deu algumas baforadas em seu cigarro.

- Nosso volume de vendas no Casarão é excelente. Ali as pessoas se sentem seguras de comprar e consumir. Além do mais, é muito bom para o marketing quando você mistura vendas com filosofia. Então, disse para ele esquecer. Que aquilo era uma paixão adolescente e que ele poderia comer qualquer roqueirinha dessa cidade. Ele deixou para lá. Luther é um bom soldado.

A toalha estava pesada de tão molhada, mas o sangramento parecia ter parado. Mas não a dor de cabeça. Como eu fui tão estúpido. Me envolvi com um dos vendedores prediletos de um traficante. Ele foi até o armário, mas matinha a arma apontada para mim, enquanto pegava alguma coisa.

- Mas você, Vic. Você não poderia deixar para lá. Resolveu no meu aniversário preparar a sua vingança. Deixou sua garotinha tomar uma overdose com as minhas bolinhas. Me pediu calmantes para dopar Luther e se masturbar em cima dele. Você é um doente!

- N-não Dez. Não foi isso que aconteceu!

Ele saiu disparado do armário e colou a arma na minha testa!

- CALA BOCA SEU FILHO DA PUTA SE NÃO EU TE APAGO AGORA MESMO!

Engoli as palavras, a minha língua e o resquício que eu tinha de coragem. Muito em breve eu iria visitar Guilherme do outro lado da vida e ficaria assombrando jovens drogados.

- Quanto dinheiro você tem no bolso?

- O que? – eu perguntei desnorteado.

- Eu estou falando outra língua, seu merda? Perguntei quanto dinheiro você tem no bolso.

Coloquei a mão e puxei a grana. Quase uns cinqüenta reais. Ele tirou o dinheiro da minha mão e jogou as moedas para cima de mim.

- Eu não sou mendigo. 

Então ele lançou para mim três saquinhos cheios de pó branco.

- Agora escuta o que vou falar. Mantém isso longe dela. Isso é para você não apagar. Pelas minhas contas essa mulher vai ficar acordada por uns dois dias e eu quero você tão aceso quanto ela.

- Mas...

Ele me deu outra coronhada com a arma. Dessa vez não sangrou mais a dor de cabeça que já estava insuportável aumentou em cem vezes.

- Presta atenção seu merdinha. Você vai passar na farmácia e vai comprar algum comprimidinho qualquer. Um Melhoral, uma Novalgina, qualquer porcaria dessas.

Comprar remédio para dor de cabeça depois de tanta porrada na cabeça? Disso eu não tinha dúvida nenhuma.

- Você vai dar para ela e dizer que é uma coisa que vai acalmá-la. Não vai fazer diferença nenhuma, mas uma coisa que eu aprendi é que drogados tem uma tendência em acreditar em Placebos. Então você vai ficar ao lado dela e o seu único objetivo é não deixar ela morrer.Se ela piorar, faça ela vomitar, qualquer coisa. A última coisa que eu quero é essa garota morta e um monte de policiais perguntando onde ela arrumou as drogas.

- Eu nunca contaria...

- Claro que não. Você está aí quase cagando em cima do meu sofá de tanto medo. Mas quando essas piranhas da Zona Sul morrem, a mãe quer justiça, a imprensa faz um circo. Vão começar a perguntar para um e para outro e vão concluir que ela esteve aqui. Entendido?

- Entendido.

- Depois você vai voltar aqui. Vai comprar um pouco para repassar na sua rua, no seu colégio ou sei lá onde. Você vai pagar toda a dor de cabeça que você me causou.

- Claro, Dez.

- Agora rala peito. Some da minha frente, antes que eu faça uma besteira, seu merdinha carioca.

Levantei e comecei a andar rapidamente para a porta. Quando já estava saindo do quarto ele colocou a arma na minha nuca:

- E, Vic. Assim que ela melhorar você vai terminar com essa mulher. Nunca mais vai aparecer no Casarão, em um show rock and roll ou em qualquer bar sujo que estiver tocando Metallica. Você vai sumir e deixar que Luther tenha um pouco de paz. Eu não sei qual é dessa garota, mas a buceta dela deve ser mais gostosa que chocolate para vocês todos ficarem em cima dela.

Ele empurou minha cabeça com a arma e eu sai do quarto, corri pelo corredor de sua casa, sai do apartamento e desci pelas escadas correndo. Acho que só fui respirar quando já estava a uns 4 quarteirões de distância daquele prédio.

Eu tinha a certeza que só não morri naquele dia porque iria causar mais problemas do que soluções para Dez. Mas estava claro que os meus dias de Viciado Carioca estavam contados. Depois daquilo tudo que vi naquele quarto, tudo o que ele me disse e, sobretudo o que eu fiz, ele não me deixaria circulando por aí. Provavelmente iria mandar alguém simular um assalto na rua, uma bala perdida, qualquer coisa.

Viciado Carioca iria morrer.




No próximo capíutlo: Os últimos passos de um homem.

9 comentários:

  1. Foda !! vê se não demora a escrever !!

    Abs.,
    Rafa0021

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  2. omfg! muito bom... mas muito tenso, não acredito que o vic vai acabar assim!!

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  3. caramba! eu estou viciado nessa historia

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  4. MEU DEUS DO CEU.. NAO TO ACREDITANDO NO QUE EU LIIIIIIIIIIII
    AI
    CARALHO..
    NAO DEMORA PRA POSTARRRRRRRRRRRRRRRRRRRRR
    VC É O CARA...

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  5. pqp... obvio q ele nao vai acabar assim.. ate pq foi ele quem escreveu isso!!

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  6. Vic,

    que adrena ler seus textos.. duas coisa: não some e não demora prá postar.

    Abraços!

    Tali

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  7. muito bom!
    to seco pela proxima historia
    continua assim vic!

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  8. HOw, desta vez foi de f#der, muito bom mesmo! O "cliffhanger" para o próximo capítulo é sensacional. Parabéns meu velho!

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  9. Sai ou não sai a parte 16?

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